Gruta da Lapinha

Localizada no distrito da Lapinha, em Lagoa Santa, seu circuito turístico tem cerca de 300 metros de extensão, distribuídos em galerias e salões. A maioria deles é iluminada por LED, o que valoriza as formações minerais existentes.

Dentre os diversos salões que compõem a gruta, 12 são abertos à visitação e recebem nomes relacionados às características dos espeleotemas que se formam em diferentes partes da caverna.
Características:
– Percurso: cerca de 40 minutos

– Grau de dificuldade: médio, com escadas

A gruta da Lapinha é o Patrimônio Histórico-Cultural mais representativo de Lagoa Santa. Foi o Dr. Peter Lund, no ano de 1835, quem descobriu este imponente bloco de pedra calcária –511m de extensão e 40m de profundidade – formado há cerca de 600 milhões de anos.

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Pertencente ao Parque Estadual do Sumidouro e protegida pela APA Carste de Lagoa Santa, a Gruta da Lapinha recebe em média 20 mil visitantes a cada ano. Sua estrutura repleta de salões, cobertos por estalagmites e estalactites, proporciona um verdadeiro mergulho na história.

São agendadas visitas a grupos de até 25 pessoas, acompanhadas por guias devidamente preparados para interagir e conscientizar os turistas da complexidade e riqueza deste monumento natural.

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A facilidade de acesso também é um ponto positivo: A gruta da Lapinha fica a aproximadamente 20 minutos do centro de Lagoa Santa. Para quem vem da capital, há a linha especial Belo Horizonte – Lapinha, que faz o percurso diariamente.

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Principal atrativo do Parque Estadual do Sumidouro, o acesso é feito pela portaria do Museu Peter Lund, em Lagoa Santa. Eleita em 2011 como uma das “Sete Maravilhas da Estrada Real”, está inserida na Rota das Grutas Peter Lund, assim como a gruta Rei do Mato e a gruta de Maquiné.

As rochas que ocorrem na região da caverna foram formadas pela precipitação química de carbonato de cálcio e de outros elementos presentes em um mar raso denominado Bambuí, que surgiu há cerca de 900 milhões de anos. De acordo com estudos recentes, o maciço calcário da Lapinha, onde se localiza a gruta, tem aproximadamente 557 milhões de anos.

As cavernas em ambientes calcários são formadas pelas ação da água ao longo dos anos. Existem no teto da gruta várias marcas chamadas de pendentes e também condutos, que registram o momento em que as águas passaram formando os salões da cavidade. Quando a água se infiltra através das fendas ou fissuras sobre o calcário, dissolve os componentes solúveis das rochas, criando as formações da caverna. Destacam-se cortinas, colunas, travertinos, paleotetos, estalactites, estalacmites, coraloides e outros. 

A gruta da Lapinha apresenta ainda um salão com gotejamento de água independente da época do ano, além de formações rochosas com micro cristais de calcita (carbonato de cálcio puro) – muito frágeis e que brilham com muita intensidade ao refletir a luz.   

A caverna abriga ainda uma fauna muito rica, desde invertebrados até morcegos. Os excrementos desses animais – chamado guano – são muito importantes, pois servem como alimento para demais seres que habitam o interior da gruta.

O percurso turístico da gruta da Lapinha tem cerca de 300 metros e a visita é conduzida por monitores do Parque, com duração aproximada de 40 minutos.

A maioria dos salões é iluminada por LED, o que valoriza as formações minerais existentes.

Mais informações: (31) 3689 8592

www.pesumidouro.blogspot.com

www.facebook.com/parquesumidouro

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