Gruta Rei do Mato – um viagem ao interior da Terra a 70 km de BH

Semana passada falamos sobre aqueles lugares que estão perto da gente e nunca encontramos hora para visitar.

Pensando numa lista de “lugares para ir quando tudo isso passar…” vamos seguir com nossa viagem ao interior da Terra que começamos na semana passada e que faz parte da série de três matérias onde falaremos das Grutas do Circuito das Grutas que fazem parte da Rota Peter Lund.

Acompanhe nossa série e planeje-se para sair Circuitando por aí! porque todas as três Grutas estão para uma viagem de até 120 km de Belo Horizonte. Uma viagem que pode ser feita num programa emocionante com a família, sozinho ou com aquela turma de amigos que a gente não vê a hora de reencontrar e colocar o pé na estrada.

Logo ali em Sete Lagoas a 70km de BH está o Monumento Natural Estadual Gruta do Rei do Mato. A pouco mais de 1 hora de viagem e com acesso super fácil, pois está localizada às margens da rodovia BR-040 ao lado da entrada da cidade. Para acesso à Rei do Mato como em todas as outras duas (Gruta da Lapinha e Gruta do Maquiné) é preciso comprar o ingresso na portaria e seguir algumas normas. Essas informações detalhadas você encontra clicando aqui.

A primeira curiosidade é sobre o nome da Gruta. Quem teria sido esse rei? Pois bem, existem duas versões para o curioso nome da caverna: Uma, conta a história de que, em meados dos anos 1930, os moradores teriam avistado um homem alto, loiro, de cabelos e barbas longas que frequentava a floresta e a gruta. A outra, conta sobre um homem diferente, magro, moreno, de cabelos curtos, conhecido como Milito Pato, que teria habitado no primeiro salão da gruta. Em ambos os casos, o personagem da história teria sido apelidado de o “rei do mato”, daí nada mais justo que dar seu nome à Gruta.

Assim que você chega, já encontra uma boa estrutura. O local oferece um centro de visitantes, com auditório, sala de exposições, banheiros e estacionamento. A trilha de acesso à Gruta é toda calçada e lá dentro as escadarias e passarelas ajudam a vencer os desníveis. A iluminação com luzes de Led é um espetáculo à parte pois realça as maravilhosas formações.

Pronto, assim que você entra, começa o espetáculo de tirar o fôlego! Sabe aqueles lugares que você olha, olha de novo e agradece por ter tido a oportunidade de estar ali? É lá. Em mais ou menos uma hora de visitação guiada a gente vê um cenário criado pela natureza quase inacreditável. A sensação é de estar no centro da Terra, dentro de um filme de ficção científica. Só estando lá dentro para entender…

Nos salões da Rei do Mato, as estalagmites – formas arredondadas que crescem a partir do chão – disputam nosso olhar com as cascatas ou cortinas de pedras que escorrem pelas paredes e as impressionantes estalactites – formas pontiagudas que nascem a partir do teto. Não satisfeitas elas se encontram, as estalagmites e as estalactites, e formam colunas esculturais únicas.

Quando a gente acha que já viu muito, chegamos ao salão Principal, onde dois espeleotemas chamam a atenção: a estalactite Cenourão, de cor alaranjada, e a estalagmite Sorvetão. Mas ainda tem mais: no Salão das Raridades, um dos mais importantes da caverna, lá estão elas – imponentes, majestosas e únicas no mundo inteiro – as Colunas Gêmeas, de calcita, cilíndricas e harmônicas, com altura estimada entre 12,5 a 13m e diâmetro entre 25 a 30cm. I M P R E S S I O N A N T E S!

 

E imagine que tudo isso visto, são apenas 220 metros dos 998 metros de extensão da Gruta, pois somente estes tem sua visitação permitida – este limite se justifica pelo fato de a gruta ainda ser considerada “viva” pelos cientistas.

Bom, o que é possível passar virtualmente é isso. O restante – e mais importante – você só consegue viver pessoalmente. O que dizemos é: imperdível, incrível, emocionante e maravilhoso! Daqueles passeios que marcam a vida da gente!

Programe-se! Assim que tudo isso passar, a Gruta Rei do Mato te espera!

Para detalhes e outras informações de como chegar, por exemplo, você encontra clicando aqui!

Fonte: Site IEF

Registros Fotográficos: Evandro Rodney

 

Por Narly Simões